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sábado, 20 de agosto de 2011

Programação Orientada a Objetos


A orientação a objetos apesar de estar fortemente presente hoje nas linguagens de programação é um conceito antigo na computação, onde surgiu na área acadêmica.
A POO () e a POE (Programação Orientada a Eventos) são facilmente confundidas, mas lembre-se a POO contém a POE, mas a POE não contém a POO, um objeto pode existir mesmo que não exista nenhum evento associado a ele, mas um evento não pode existir se não houver um objeto a ele associado.
ABSTRAÇÃO
Quando surgiram os primeiros computadores, a preocupação dos programadores era em busca da maior eficiência com o pouco uso de memória devido às limitações do hardware da época. Os programas consistiam em um único bloco, pois a divisão em vários blocos consumia mais recursos. Com a evolução do hardware a preocupação é na eficiência do desenvolvimento, isto é o tempo de trabalho dos programadores.
Para otimizar o tempo de desenvolvimento foi elaborado varias técnicas e metodologias, onde em geral é muito usado a estratégia de "dividir para conquistar",ou seja, implica em resolver um grande problema dividindo-o em vários problemas menores. Esse método aumenta a pontecialidade do reuso de código. Essa técnica é realizada por meio de modularização, o que além de resolver problemas complexos facilita o entendimento dos programas e viabiliza o reuso de códigos.
Assim entra a abstração o que é um conceito fundamental para conseguir uma boa modularização. A abstração é fundamental para o raciocínio e resolução de problemas, devemos nos importar com os aspectos relevantes do problema em questão. Em programas bem modularizados, cada modulo representa uma abstração existente no contexto do problema.Essa técnica é empregada em sua forma mais simples por funções e procedimentos parametrizados, criando funções genéricas onde resolvem um subproblema.
Poderíamos ficar falando só sobre abstração de dados, o que considero o mais importante para se construir programa bem modularizados e conseqüentemente orientados a objetos. O aspecto mais importante é como dado um problema criar sua abstração, ou seja, quais aspectos são relevantes e como representá-los. Conhecer as técnicas para implementar uma abstração é menos relevante, pois não garante a construção de um bom aplicativo.
O.O claro que o leitor já deve ter escutado esse termo e para muito pode ser assustador e complexo, no entanto não é, a aplicação da técnica não é complexo e atualmente traz muitas vantagens para o desenvolvimento e esse conceito é o utilizado nas novas linguagens de programação.Onde temos o JAVA e .NET totalmente orientados a objetos. E já temos bancos de dados também O.O , onde para mim será a nova arquitetura usada num futuro próximo.
Então para os desenvolvedores manterem-se atualizados devem regaçar as mangas, respirar fundo e cair de cabeça neste assunto. Espero que este artigo seja o pontapé inicial para muitos em programação orientada a objetos.
OBJETO
Um objeto é tudo aquilo que existe.Poderia ser um cliente, um carro, um relógio. Em termo computacional um objeto é a representação de algo que existe. Você deve abstrair um "objeto" real para representá-lo computacionalmente, como, por exemplo, construir o objeto carro.
Os objetos são incrivelmente úteis, pois transformam a engenharia de software em algo semelhante a blocos de concretos para construção. Assim quem utiliza não precisa entender como o bloco foi construído e isso se chama encapsulamento.
Para entender melhor o que seria um objeto vamos usar como exemplo um rádio. Existem várias coisas que você pode fazer com esse objeto, como: ligar ou desligar, escutar o som, aumentar o volume, escolher uma estação. E você não precisa entender como tudo funciona para poder executar essas atividades.
Na engenharia de software os objetos funcionam basicamente da mesma maneira. Uma vez que tenha um objeto, você pode usar, pedir que ele faça coisas sem ter que entender como seus detalhes internos estão implementados.
Em geral os objetos possuem as seguintes características:
Identidade
Estado
Comportamento
ENCAPSULAMENTO
O conceito básico por trás da orientação a objeto é o encapsulamento.O que é muito simples de entender. A todo o momento estamos trabalhando com "algo" encapsulado. Como por exemplo, o uso do componente Common Dialog, usamos as propriedades e métodos desse componente, mas não vemos como esta implementado. O uso de dll, ocx, API sempre utilizamos e não sabemos como esta implementada, ou seja, o código esta encapsulado.

MÉTODOS E PROPRIEDADES
Você utiliza os objetos através dos seus métodos e propriedades.Os métodos são algo que você pede para o objeto fazer como: aumentar o som do Rádio ou criar um novo cliente. As propriedades descrevem as características do objeto.Como por exemplo: para um objeto pessoa o nome, endereço, telefone seriam as propriedades. E o que você pode fazer com essa pessoa seria um método.
VISIBILIDADE
Algumas partes do seu objeto serão privadas, enquanto outras serão publicas. Os métodos e propriedades publicas serão a interface do seu objeto com o usuário. É o que você espera que o desenvolvedor utilize do seu objeto.
CLASSE
Na construção de software é usado o termo CLASSE, o que na verdade seria o objeto abstrato construído computacionalmente.Quando o aplicativo é executado você vai utilizar essa classe dando assim "vida" ao objeto. Você constrói a classe onde fica seu código e vai fazer uso dessa classe declarando uma variável dessa classe que quando executado o programa a variável será uma instancia dessa classe onde chamamos de objeto. Em geral "criamos classes" e "instanciamos objetos". A criação de uma classe é feita em tempo de projeto, quando você esta codificando o seu software, o que envolve a escrita do código fonte. O objeto é criado em tempo de execução, quando é feita uma instancia da classe é criado um objeto. A classe é como se fosse um molde, você constrói o molde e depois utiliza para fazer diversos objetos.
HERANÇA
A herança é usada para criar objetos que tem "tudo que outro objeto tinha, mas também possui alguns detalhes próprios". A herança nos permite pegar uma classe e utilizar ou alterar suas propriedades e métodos incluindo nossas propriedades, métodos.                                            
Um exemplo seria, pegamos uma classe Pessoa, onde possui como propriedades: nome, endereço, telefone, cpf e etc. Incluímos essa classe pessoa na nossa classe Funcionário, dessa forma aproveitamos todas as propriedades de pessoa e incluímos as propriedades especificas de funcionário, como: data de admissão, cargo, salário e etc.
POLIMORFISMO
Conceito mais difícil de ser compreendido, no entanto não é nada complicado entendê-lo. Significa que um objeto pode ser tratado como se fosse um tipo diferente de objeto, desde que seja com bom senso.Isso esta muito relacionado com o conceito de herança. Podemos por exemplo tratar o objeto Funcionário como sendo o objeto Pessoa, pois o objeto Funcionário herda todos as propriedades e métodos do objeto pessoa. O contrário não pode ser feito, pois o objeto Funcionário possui características que o objeto pessoa não tem.
Dessa forma quando se ouve falar de polimorfismo se trata de que um objeto pode se comportar como se fosse outro objeto.

COBIT - Um kit de ferramentas para a excelência de TI


Introdução

Atualmente, é impossível imaginar uma empresa sem uma forte área de sistemas de informações (TI), para manipular os dados operacionais e prover informações gerenciais aos executivos para tomadas de decisões. A criação e manutenção de uma infra-estrutura de TI, incluindo profissionais especializados requerem altos investimentos. Algumas vezes a alta direção da empresa coloca restrições aos investimentos de TI por duvidarem dos reais benefícios da tecnologia. Entretanto, a ausência de investimentos em TI pode ser o fator chave para o fracasso de um empreendimento em mercados cada vez mais competitivos. Por outro lado, alguns gestores de TI não possuem habilidade para demonstrar os riscos associados ao negócio sem os corretos investimentos em TI. Para melhorar o processo de análise de riscos e tomada de decisão é necessário um processo estruturado para gerenciar e controlar as iniciativas de TI nas empresas, para garantir o retorno de investimentos e adição de melhorias nos processos empresariais. Esse novo movimento é conhecido como Governança em TI, ou "IT Governance".

O termo "IT governance" é definido como uma estrutura de relações e processos que dirige e controla uma organização a fim de atingir seu objetivo de adicionar valor ao negócio através do gerenciamento balanceado do risco com o retorno do investimento de TI.

Para muitas organizações, a informação e a tecnologia que suportam o negócio representa o seu mais valioso recurso. Além disso, num ambiente de negócios altamente competitivo e dinâmico é requerido uma excelente habilidade gerencial, onde TI deve suportar as tomadas de decisão de forma rápida, constante e com custos cada vez mais baixos.

Não existem dúvidas sobre o benefício da tecnologia aplicada aos negócios. Entretanto, para serem bem sucedidas, as organizações devem compreender e controlar os riscos associados no uso das novas tecnologias. O CobiT (Control Objectives for Information and related Technology) é uma ferramenta eficiente para auxiliar o gerenciamento e controle das iniciativas de TI nas empresas.

O que é o CobiT?

O CobiT é um guia para a gestão de TI recomendado pelo ISACF (Information Systems Audit and Control Foundation, www.isaca.org). O CobiT inclui recursos tais como um sumário executivo, um framework, controle de objetivos, mapas de auditoria, um conjunto de ferramentas de implementação e um guia com técnicas de gerenciamento. As práticas de gestão do CobiT são recomendadas pelos peritos em gestão de TI que ajudam a otimizar os investimentos de TI e fornecem métricas para avaliação dos resultados. O CobiT independe das plataformas de TI adotadas nas empresas.

O CobiT é orientado ao negócio. Fornece informações detalhadas para gerenciar processos baseados em objetivos de negócios. O CobiT é projetado para auxiliar três audiências distintas:

Gerentes que necessitam avaliar o risco e controlar os investimentos de TI em uma organização.
Usuários que precisam ter garantias de que os serviços de TI que dependem os seus produtos e serviços para os clientes internos e externos estão sendo bem gerenciados.
Auditores que podem se apoiar nas recomendações do CobiT para avaliar o nível da gestão de TI e aconselhar o controle interno da organização.
O CobiT está dividido em quatro domínios:

Planejamento e organização.
Aquisição e implementação.
Entrega e suporte.
Monitoração.



















A figura 1 ilustra a estrutura do CobiT com os quatro domínios, onde claramente está ligado aos processos de negócio da organização. Os mapas de controle fornecidos pelo CobiT auxiliam os auditores e gerentes a manter controles suficientes para garantir o acompanhamento das iniciativas de TI e recomendar a implementação de novas práticas, se necessário. O ponto central é o gerenciamento da informação com os recursos de TI para garantir o negócio da organização.

Cada domínio cobre um conjunto de processos para garantir a completa gestão de TI, somando 34 processos:

Planejamento e Organização

Define o plano estratégico de TI
Define a arquitetura da informação
Determina a direção tecnológica
Define a organização de TI, os seus processos e seus relacionamentos
Gerencia os investimento de TI
Comunica os objetivos e direcionamentos gerenciais
Gerencia os recursos humanos
Gerenciar a qualidade
Avalia e gerencia os riscos de TI
Gerencia os projetos
Aquisição e implementação

Identifica as soluções de automação
Adquire e mantém os softwares
Adquire e mantém a infra-estrutura tecnológica
Viabiliza a operação e utilização
Adquire recursos de TI
Gerencia as mudanças
Instala e aprova soluções e mudanças
Entrega e suporte

Define e mantém os acordos de níveis de serviços (SLA)
Gerencia os serviços de terceiros
Gerencia a performance e capacidade do ambiente
Assegura a continuidade dos serviços
Assegura a segurança dos serviços
Identifica e aloca custos
Educa e treina os usuários
Gerencia a central de serviços e incidentes
Gerencia a configuração
Gerencia os problemas
Gerencia os dados
Gerencia a infra-estrutura
Gerencia as operações
Monitoração

Monitora e avalia o desempenho da TI
Monitora e avalia os controles internos
Assegura a conformidade com requisitos externos
Prove governança para a TI
Desenvolvimento do CobiT

A primeira publicação foi em 1996 enfocando o controle e análise dos sistemas de informação. Sua segunda edição em 1998 ampliou a base de recursos adicionando o guia prático de implementação e execução. A edição atual, já coordenada pelo IT Governance Institute, introduz as recomendações de gerenciamento de ambientes de TI dentro do modelo de maturidade de governança.

O CobiT recebe um conjunto de contribuições de várias empresas e organismos internacionais, entre eles:

Padrões técnicos da ISO, EDIFACT, etc.
Os códigos de conduta emitidos pelo Conselho de Europa, OECD, ISACA, etc.
Critérios de qualificação para TI e processos: ITSEC, TCSEC, ISO 9000, SPICE, TickIT, etc.
Padrões profissionais para controle internos e auditoria: COSO, IFAC, AICPA, CICA, ISACA, IIA, PCIE, GAO, etc.
Práticas e exigências dos fóruns da indústria (ESF, I4) e das plataformas recomendadas pelos governos (IBAG, NIST, DTI), etc.
Exigências das indústrias emergentes como operação bancária, comércio eletrônico e engenharia de software.
Benefícios do CobiT

Na era da dependência eletrônica dos negócios e da tecnologia, as organizações devem demonstrar controles crescentes em segurança. Cada organização deve compreender seu próprio desempenho e deve medir seu progresso. O benchmarking com outras organizações deve fazer parte da estratégia da empresa para conseguir a melhor competitividade em TI. As recomendações de gerenciamento do CobiT com orientação no modelo de maturidade em governança auxiliam os gerentes de TI no cumprimento de seus objetivos alinhados com os objetivos da organização.

Os guidelines de gerenciamento do CobiT focam na gerência por desempenho usando os princípios do balanced scorecard. Seus indicadores chaves identificam e medem os resultados dos processos, avaliando seu desempenho e alinhamento com os objetivos dos negócios da organização.

Ferramentas de Gerenciamento do CobiT

Os modelos de maturidade de governança são usados para o controle dos processos de TI e fornecem um método eficiente para classificar o estágio da organização de TI. A governança de TI e seus processos com o objetivo de adicionar valor ao negócio através do balanceamento do risco e returno do investimento podem ser classificados da seguinte forma:

0 Inexistente
1 Inicial / Ad Hoc
2 Repetitivo mas intuitivo
3 Processos definidos
4 Processos gerenciáveis e medidos
5 Processo otimizados
Essa abordagem é derivada do modelo de maturidade para desenvolvimento de software, Capability Maturity Model Integrated for Software (SW-CMMI), proposto pelo Software Engineering Institute (SEI). A partir desses níveis, foi desenvolvido para cada um dos 34 processos do CobiT um roteiro:

Onde a organização está hoje
O atual estágio de desenvolvimento da industria (best-in-class)
O atual estágio dos padrões internacionais
Aonde a organização quer chegar
Os fatores críticos de sucesso definem os desafios mais importantes ou ações de gerenciamento que devem ser adotadas para colocar sobre controle a gestão de TI. São definidas as ações mais importantes do ponto de vista do que fazer a nível estratégico, técnico, organizacional e de processo.

Os indicadores de objetivos definem como serão mensurados os progressos das ações para atingir os objetivos da organização, usualmente expressos nos seguintes termos:

Disponibilidade das informações necessárias para suportar as necessidades de negócios
Riscos de falta de integridade e confidencialidade das informações
Confirmação de confiabilidade, efetividade e conformidade das informações.
Eficiência nos custos dos processos e operações
Indicadores de desempenho definem medidas para determinar como os processos de TI estão sendo executados e se eles permitem atingir os objetivos planejados; são os indicadores que definem se os objetivos serão atingidos ou não; são os indicadores que avaliam as boas práticas e habilidades de TI.

Para avaliação do nível de maturidade utiliza-se o CobiT® Assessment Process(CAP). O processo avalia os seguintes aspectos: propósito do processo; resultados do processo; descrição das práticas recomendadas para o processo (BP – Base Practice); entregáveis do processo (WP – Work Product); e, os processos dependentes ou requeridos para processo.

Para todas as BPs associadas ao processo avalia-se a capacidade para atender aos objetivos dos processos de negócio. A partir do resultado da avaliação é planejada ações para atingir o nível ideal de maturidade do processo.

Frameworks de Suporte

Os 34 processos do CobiT podem ser atendidos por outros modelos que definem boas práticas de gestão, tais como: ITIL, PMBOK, CMMI e ISO/IEC 27001 e 27002. Cada um desses modelos possui práticas definidas para a gestão de seus processos. A correta implantação dessas práticas garante que a entrega e qualidade dos produtos e serviços atendam as necessidades do negócio.

O ITIL (IT Infrastructure Library) é um dos modelos de gestão para serviços de TI mais adotados pelas organizações. O ITIL é um modelo não-proprietário e público que define as melhores práticas para o gerenciamento dos serviços de TI. Cada módulo de gestão do ITIL define uma biblioteca de práticas para melhorar a eficiência de TI, reduzindo os riscos e aumentando a qualidade dos serviços e o gerenciamento de sua infra-estrutura. O ITIL foi desenvolvido pela agência central de computação e telecomunicações do Reino Unido (CCTA) a partir do início dos anos 80.

O CMMI for software (Capability Maturity Model Integrated for software) é um processo desenvolvido pela SEI (Software Engineering Institute, Pittsburg, Estados Unidos) para ajudar as organizações de software a melhorar seus processos de desenvolvimento. O processo é dividido em cinco níveis sequenciais bem definidos: Inicial, Repetível, Definido, Gerenciável e Otimizado. Esses cinco níveis provêm uma escala crescente para mensurar a maturidade das organizações de software. Esses níveis ajudam as organizações a definir prioridades nos esforços de melhoria dos processos.

O PMI (Project Management Institute) é a uma organização sem fins lucrativos de profissionais da área de gerenciamento de projetos. O PMI visa promover e ampliar o conhecimento existente sobre gerenciamento de projetos assim como melhorar o desempenho dos profissionais e organizações da área. As definições e processos do PMI estão publicados no PMBOK (Guide to the Project Management Body of Knowledge). Esse manual define e descrevem as habilidades, as ferramentas e as técnicas para o gerenciamento de um projeto. O gerenciamento de projetos compreende cinco processos – Início, Planejamento, Execução, Controle e Fechamento, bem com nove áreas de conhecimento: Integração, escopo, tempo, custo, qualidade, recursos humanos, comunicação, análise de risco e aquisição.

Para a gestão da segurança da informação são adotadas as normas da série ISO/IEC 27000, que contempla:

ISO/IEC 27001, Information Security Management Systems - Requirement, definida para prover um modelo para estabelecer, implantar, operar, monitorar, rever, manter e melhorar um Sistema de Gestão da Segurança da Informação.

ISO/IEC 27002, Code of Practice for Information Security Management (substitui a ISO 177799) que tem o objetivo de servir como um guia prático para desenvolver os procedimentos de segurança da informação e práticas eficientes de gestão da segurança para a organização.

Esses padrões devem ser adotados pelas organizações de TI em maior ou menor escala, dependendo da complexidade do negócio. Quanto mais complexo o negócio mais formal devem ser a implementação dos processos e seu controle. Se analisarmos as técnicas e as práticas recomendadas por esses padrões chegaremos a conclusão que são óbvias para uma boa gestão de TI, entretanto se as ignorarmos colocaremos em risco a empresa.

A adoção de padrões requer um controle efetivo que avalie continuamente o desempenho das práticas e das pessoas, garantindo a eficiência da organização. Um método de acompanhamento das metas pré-definidas pela organização é o Balance Scorecard. Esse processo permite criar sinergia entre as pessoas, assegurar que a estratégia seja implementada e avaliar o desempenho da organização.
Como todo os modelos de gestão, o CobiT prevê processos para garantir a melhoria contínua dos processos implantados. A metodologia de melhoria contínua Six-sigma pode ser adotada para atender essa exigência. O Six-sigma está baseado no PDCA (Plan-Do-Control-Act) do Deming.


Resumindo, as organizações de TI devem adotar um modelo de governança de TI para aumentar sua eficiência e demonstrar que podem agregar valor ao negócio. O CobiT é um modelo de gestão de TI reconhecido internacionalmente que define 34 processos de gestão que podem ser implantado utilizando práticas de processos de modelos de gestão específicos. É importante atingir o nível de maturidade de governança de TI compatível com as necessidades dos processos de negócio.
Fonte: http://www.efagundes.com/artigos/cobit.htm





sábado, 2 de abril de 2011

Tecnologia austríaca permite digitar palavras com a mente

A empresa austríaca Guger Technologies apresentou na CeBit, que acontece em Hannover, na Alemanha, uma nova tecnologia que pode facilitar a vida de pessoas com deficiências físicas. O Intendix permite que os usuários digitem palavras apenas com a mente.
O sistema consiste, basicamente, em um eletroencefalograma, ou seja, ele analisa o comportamento das ondas cerebrais do usuário. A Guger afirma que o Intendix é o primeiro dispositivo a oferecer uma interface cérebro-máquina, conta o site CNET. Ele é formado por uma espécie de toca, que funciona como um grande eletrodo, um computador rodando um programa para Windows e um amplificador de ondas cerebrais.
O programa possui um teclado apresentado em forte contraste (preto e branco) que pisca constantemente. Para digitar um caractere, o usuário precisa concentrar seu olhar nele para que o Intendix o identifique por meio de variações nas ondas cerebrais.
O processo é um pouco demorado, levando cerca de 40 segundos para que o Intendix identifique a letra que o usuário esta pensando. O usuário demorou cerca de 5 minutos para digitar 3 letras. Nesse ritmo, demoraria cerca de 35 horas para que ele digitasse um texto de 250 palavras, explica a CNET.
Entretanto, a própria Guger afirma que um usuário mais treinado é capaz de digitar de 5 a 10 caracteres por minuto. Com esta taxa mais otimista, o processo demoraria apenas 4 horas. Mas o que são realmente 35 ou 4 horas para quem pode voltar a escrever sozinho?

Assista ao vídeo


                                          Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=kXY50Ig773M

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Aplicativo Pebol Praia para smatphones Nokia

A Nokia acaba de lançar mais uma novidade em jogos para os usuários de smatphones Nokia. O Pebol Praia é um jogo que traz a diversão do futebol no estilo “cannon game”.
O objetivo deste jogo é bem simples, realizar passes de bola entre dois "personagens" do jogo. Contudo o usuário deve acertar a força de seu chute como também sua angulação, pois o vento e as irregularidades do terreno podem tornar o desafio ainda mais difícil.
O usuário pode escolher entre dois níveis de dificuldade (fácil e difícil). O jogo pode ser disputado por um ou dois jogadores (no mesmo aparelho), com melhor de 3, 5 ou 10 pontos, sendo que cada passe correto vale um ponto.

Veja o vídeo abaixo mostra como o jogo funciona:

Memórias de computador ficam mais verdes tirando proveito do calor

Agitação térmica
As flutuações termais aleatórias nas memórias magnéticas, até agora consideradas um problema, podem ser manipuladas para reduzir a energia necessária para o armazenamento digital de informações.
Este é o resultado de uma pesquisa inédita feita por pesquisadores da Universidade de Gottingen, na Alemanha, e do MIT, nos Estados Unidos.
O desenvolvimento poderá viabilizar a fabricação de memórias de computador que operem com um gasto de energia significativamente menor do que as memórias atuais.
O problema do calor
O calor é geralmente um problema quando se trata do armazenamento de dados digitais. No nível microscópico, as moléculas e os átomos de qualquer material, a uma temperatura acima do zero absoluto, estão em constante movimento, colidindo uns com os outros.
Como as memórias magnéticas dependem do controle e da medição precisa da orientação de minúsculas partículas magnéticas, os empurrões que os átomos e as moléculas vão dando uns nos outros conforme os componentes se aquecem acabam por danificar os dados.
Esses problemas térmicos tornam-se uma preocupação ainda maior à medida que os engenheiros tentam construir memórias magnéticas mais rápidas e mais adensadas.
Aproveitando o calor
Mas o calor não é de todo ruim, de acordo com esta nova pesquisa, na qual os cientistas demonstraram que os movimentos térmicos aleatórios podem ser úteis para a gravação dos dados magnéticos.
Essencialmente, eles descobriram que a aplicação de uma corrente elétrica que seria fraca demais para gravar alguma coisa na memória, ainda assim pode ser eficaz para o registro da informação porque o movimento térmico dá um impulso adicional para ajudar a orientar as partículas magnéticas.
Os pesquisadores confirmaram o efeito medindo as flutuações magnéticas conforme as partículas que compõem a memória estavam sendo alinhadas.
PCs verdes
Os movimentos termais são aleatórios, o que por sua vez provoca variações aleatórias no tempo que leva para as partículas magnéticas se alinharem.
O fato de que os tempos de alinhamento variam de 1 a 100 bilionésimos de segundo deixou claro que o movimento aleatório, dependente da temperatura, deve estar ajudando a inverter a magnetização das partículas.
A confirmação experimental dos efeitos termais sobre as memórias magnéticas aponta para novos esquemas de gravação de dados termicamente assistida. Isto poderá reduzir a potência necessária para armazenar as informações, ajudando na construção de futuros PCs que serão cada vez mais verdes.
Bibliografia:

Taking advantage of nature for a greener nonvolatile memory
Markus Münzenberg, Jagadeesh S. Moodera
APS Physics
March 1, 2010
Vol.: 3, 19 (2010)

Irídio aumenta velocidade das memórias flash

Porta flutuante
Um dos metais mais raros na Terra pode ser uma excelente opção para a produção de memórias cada vez mais rápidas para computadores e dispositivos eletrônicos, segundo estudo feito por um grupo de cientistas de Taiwan.
Trata-se do irídio, o elemento químico de número atômico 77, um metal de transição muito resistente à corrosão. É empregado em ligas de alta resistência que podem suportar elevadas temperaturas. Pouco abundante, é encontrado na natureza associado ao ósmio e à platina.
"Ao inserirmos nanocristais de irídio na porta flutuante, uma parte crítica da memória flash, verificamos excelente capacidade de funcionamento bem como estabilidade nas temperaturas elevada usadas no processamento de tais dispositivos semicondutora”, disse Wen-Shou Tseng, do Instituto de Pesquisa em Tecnologia Industrial de Taiwan, um dos autores do estudo.
A porta flutuante é um dos tipos de transistores na memória flash, separada da porta de controle por uma camada fina de um óxido.
Irídio
Os cientistas escolheram o irídio principalmente por duas propriedades muito desejadas na fabricação de memórias eletrônicas.
Em primeiro lugar, o metal mantém fortemente seus elétrons, o que é uma propriedade excelente relacionada com a manutenção de informação digital.
Em segundo, ele tem um ponto de derretimento de cerca de 2.500º C, muito acima dos 900º C que os chips precisam suportar durante a fabricação.
Além disso, apesar de ser raro, apenas um bilionésimo de bilionésimo de grama de irídio é necessário para cada porta das memórias.
Muitos países têm investigado novas formas de melhorar a popular memória flash, que é um tipo de chip de memória não volátil usado em praticamente todas as câmeras digitais e eletrônicas portáteis. Recentemente, a memória flash também tem sido aplicada em computadores, como a nova versão do MacBook Air, da Apple.
Miniaturização
Segundo o novo estudo, a maneira mais fácil para que as futuras memórias do tipo contenham mais dados e possam gravar e acessar dados mais rapidamente está na diminuição das dimensões dos chips atuais, incluindo das portas de seus transistores.
O problema é que o desenho da porta flutuante atual já evoluiu até um ponto a partir do qual não será possível diminuir muito mais e continuar suportando as cargas elétricas responsáveis pelo armazenamento dos dados.
E é aí que entram os nanocristais de irídio, propostos como uma mudança relativamente simples para melhorar o desempenho e reduzir o tamanho dos componentes, sem que isso implique alterar fundamentalmente seu desenho atual.
Bibliografia:
Formation of iridium nanocrystals with highly thermal stability for the applications of nonvolatile memory device with excellent trapping ability
Terry Tai-Jui Wang, Chang-Lung Chu, Ing-Jar Hsieh, Wen-Shou Tseng
Applied Physics Letters
Vol.: 97, 143507

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

IBM anuncia processadores com comunicação por luz

A IBM anunciou o desenvolvimento de uma nova tecnologia para a construção de processadores que integra componentes elétricos e ópticos na mesma pastilha de silício.

A tecnologia permite que os chips de computador comuniquem-se usando pulsos de luz em vez de sinais elétricos.

Processamento cerebral

Os novos processadores permitirão que se alcance a faixa dos exaflops - 1018 (1 milhão de trilhões) cálculos de ponto flutuante por segundo - uma velocidade mil vezes maior do que a alcançada pelos supercomputadores mais poderosos da atualidade, que acabam de superar a faixa dos petaflops.

Segundo os pesquisadores da empresa, supercomputadores na faixa dos exaflops terão a mesma capacidade de "processamento" que o cérebro humano.

Fora do âmbito especulativo, o fato é que os novos processadores nanofotônicos poderão ser construídos em pastilhas de silício 10 vezes menores do que os atuais e consumirão muito menos energia ao trocar a eletricidade pela luz, permitindo que eles funcionem em clocks mais elevados.

A nova tecnologia é chamada CMOS Integrated Silicon Nanophotonics, o que significa que os chips que se comunicam por luz poderão ser fabricados usando os processos industriais atuais (CMOS) - os transistores de silício e os componentes nanofotônicos ficam na mesma pastilha.

"Nossa nanofotônica integrada CMOS promete um aumento sem precedentes na funcionalidade e no desempenho dos chips por meio de comunicações ópticas de baixa potência entre bastidores, módulos, processadores ou mesmo dentro de um único chip," disse o Dr. Yurii Vlasov, responsável pelo desenvolvimento, juntamente com seus colegas William Green e Solomon Assefa.

"O próximo passo nesse avanço é o desenvolvimento da manufatura deste processo em uma fábrica comercial, usando os processos CMOS," disse ele.

Integração de alta densidade

A densidade de integração alcançada nos chips fotônicos é muito superior a qualquer outro já anunciado em tecnologias similares - um canal transceptor, com todos os circuitos elétricos e ópticos, ocupa 0,5 milímetro quadrado (mm2).

Segundo os pesquisadores, isso permitirá construir chips de 4 x 4 mm2, que poderão receber e transmitir dados na faixa dos terabits por segundo